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Inauguração do Caminho da Silveira.
O Presidente falou a 2 centenas de pessoas, alertando para a grande obra - o Caminho da Silveira.

Em Boaventura em São Vicente.

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A «Apesar de todas estas inaugurações e de todo este trabalho, que todos os dias vai semeando os campos e as montanhas desta terra, podemos ainda ser desafiados para trabalhos mais difíceis como o de ajudar que Portugal possa de novo ressurgir». Esta foi a mensagem que o presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, deixou aos madeirenses, no seu discurso na cerimónia de inauguração da nova Biblioteca Municipal de Câmara de Lobos.
 
 
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  Jardim diz que é preciso haver equilíbrio, mas avisa contra os que se opõem a tudo  
  Não há progresso sem mexer na natureza

 
  Alberto João Jardim diz que é impossível pensar no desenvolvimento da Madeira sem mexer na natureza. No entanto, refere que em tudo terá de haver equilíbrio. «Nada de exageros. Nem rebenta com tudo por um lado, nem não faz nada por outro lado. É fazer o que é preciso fazer, sem estragar as coisas e continuar com o progresso e com o desenvolvimento para a frente», frisou.  
     
 
Alberto João Jardim deixou ontem claro que não se pode pensar o progresso da Madeira sem mexer na natureza. Falando durante a inauguração da estrada que dá acesso ao sítio da Silveira, localizado por entre uma imensa paisagem verde no extremo do concelho de São Vicente e da freguesia da Boaventura, o presidente do Governo Regional frisou que é preciso ser claro em relação a esta questão e começou por lembrar que «toda a história da humanidade resultou da transformação da natureza».
A «Apesar de todas estas inaugurações e de todo este trabalho, que todos os dias vai semeando os campos e as montanhas desta terra, podemos ainda ser desafiados para trabalhos mais difíceis como o de ajudar que Portugal possa de novo ressurgir». Esta foi a mensagem que o presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, deixou aos madeirenses, no seu discurso na cerimónia de inauguração da nova Biblioteca Municipal de Câmara de Lobos.

«O problema não está em mexer na natureza. O problema está em não estragar a natureza. Mas, o homem não está ao serviço da Natureza. A Natureza é que está ao serviço do homem. Cuidado com essas conversas», alertou, o presidente do Governo. «Estas conversas de nada se fazer para a população ficar descontente é um truque velho que já vem depois da Segunda Guerra Mundial», avisou depois, por entre referências ao caso da antiga Alemanha dividida, onde alguns comunistas “disfarçados” de ecologistas vindo do lado do império soviético tudo fizeram para se impedir o desenvolvimento no âmbito de uma Alemanha unificada.

«O que se passou (na Madeira) não foi novidade nenhuma», continuou. Havia que avançar, mas desde logo surgiram «umas pessoas que não queriam que a Madeira progredisse». «E então vêm com aquela história de que “não se constrói aqui, não se constrói acolá, não se deixa fazer isto, não se deixa fazer aquilo. Essas teorias não têm nada de novo e o Alberto João sabe que isso é tudo truques que comigo não pegam». Por isso, «a gente vai continuar o progresso, a construir, a desenvolver, sempre com o cuidado de não estragar a paisagem, nem o ambiente», até porque, recordou, «a Madeira é uma terra de turismo».

«Tudo na vida tem de ser equilibrado. Nada de exageros. Nem rebenta com tudo por um lado, nem não faz nada por outro lado. É fazer o que é preciso fazer, sem estragar as coisas e continuar com o progresso e com o desenvolvimento para a frente. E esta estrada é um exemplo disso. Meteu-se aqui todas as infraestruturas que durante mais de 100 anos vão ser precisas para se desenvolver o sítio da Silveira, a natureza continua esta beleza que temos aqui. Por isso, muito cuidado com essa gente que anda por aí a enganar o povo», alertou o chefe do Executivo madeirense.

E em matéria de alertas, deixou ficar um outro: o de que não são só os políticos que fazem problemas. «Os políticos só são políticos porque o povo os escolheu. A culpa é também de quem os põe em certos lugares onde nunca deviam estar. E depois apanha-se com as consequências. Portanto, estas coisas depois, têm de ser corrigidas», complementou.

Antes, Humberto Vasconcelos, presidente da Câmara de São Vicente, voltou a deixar críticas ao Governo da República. «Só este ano, o Sócrates tirou 72 mil euros ao município de São Vicente. Isto é menos uma obra 0em prol do desenvolvimento da população. Por isso temos de castigá-los sempre e nunca permitir que esta gente nos faça demover deste trabalho fundamental para a população», concluiu.

A Obra
Com uma extensão total de 400 metros, a obra de recuperação e beneficiação do Caminho da Silveira vem facilitar o acesso a uma zona residencial e agrícola. Passou a ficar com uma largura de faixa de rodagem de 3,50 metros e valeta. Para além de um tapete betuminoso, foram executadas serventias para água de rega, construídos muros de suporte, acessos a terrenos e residências e colocada uma nova rede de água potável. O investimento da Câmara Municipal de São Vicente orçou os 161.474 euros.


 
Fonte: Jornal da Madeira Edição On-Line de 12-05-2009
 
     
 
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