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2008
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Madeira necessária para ressurgir Portugal
Para Jardim, país atravessa período conturbado em que se sente a revolta.
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A «Apesar de todas estas inaugurações e de todo este trabalho, que todos os dias vai semeando os campos e as montanhas desta terra, podemos ainda ser desafiados para trabalhos mais difíceis como o de ajudar que Portugal possa de novo ressurgir». Esta foi a mensagem que o presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, deixou aos madeirenses, no seu discurso na cerimónia de inauguração da nova Biblioteca Municipal de Câmara de Lobos.
 
 
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  Para Jardim, país atravessa período conturbado em que se sente a revolta  
  Madeira necessária para ressurgir Portugal

 
  A «Apesar de todas estas inaugurações e de todo este trabalho, que todos os dias vai semeando os campos e as montanhas desta terra, podemos ainda ser desafiados para trabalhos mais difíceis como o de ajudar que Portugal possa de novo ressurgir». Esta foi a mensagem que o presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, deixou aos madeirenses, no seu discurso na cerimónia de inauguração da nova Biblioteca Municipal de Câmara de Lobos.  
     
 
O presidente do Governo Regional disse, ontem, ser errado querer separar, em nome da democracia, os «legítimos sentimentos da população».
Alberto João Jardim falava na cerimónia de entrega de uma ambulância aos Bombeiros Voluntários da Calheta. Depois do pároco a ter benzido, o chefe do governo opinou sobre a existência de cerimónias religiosas em actos públicos.
A «Apesar de todas estas inaugurações e de todo este trabalho, que todos os dias vai semeando os campos e as montanhas desta terra, podemos ainda ser desafiados para trabalhos mais difíceis como o de ajudar que Portugal possa de novo ressurgir». Esta foi a mensagem que o presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, deixou aos madeirenses, no seu discurso na cerimónia de inauguração da nova Biblioteca Municipal de Câmara de Lobos.

Perante um público que o recebeu com muitas palmas e várias demonstrações de afecto, Jardim começou por afirmar que o país «atravessa um período muito conturbado» em que se sente que está «revoltado», apesar das sucessivas chamadas de atenção por parte de Jardim.

Enquanto «cenas acontecem na praça pública» no continente, na Madeira o trabalho continua a ser feito «em paz social». Todavia, o líder do executivo madeirense garante que «há famílias da Madeira velha que querem destruir a nossa paz social e não aceitam que a democracia e Autonomia na Madeira tivessem seguido por este caminho de sucesso». Explica ainda que «estão sempre a envenenar através de gente que eles puseram na comunicação social, para lançar a confusão e fazer o jogo de forças políticas que nada tem a ver com a democracia e que o povo tem de expulsar».

Deste modo, Jardim avança que os madeirenses «no seio da Pátria portuguesa» tiveram sempre uma atitude inteligente de não se deixar enganar por aqueles que cometeram os erros e chegamos a uma situação em que não se sabe, se tal como depois do 25 de Abril, o povo madeirense não será outra vez necessário para ajudar a reequilibrar Portugal». O presidente do Governo Regional da Madeira questiona ainda se não serão os madeirenses que terão que fazer um grande esforço «para ajudar todos aqueles que lá em Lisboa e no continente, queiram pegar na nação portuguesa e fazê-la ressurgir».

Assegurando que a Madeira é o verdadeiro Portugal, o povo madeirense «orgulha-se de ser como é e não tem que imitar ninguém, quem quiser que siga o nosso caminho, porque é o caminho do progresso».

Arlindo Gomes fez obra notável no concelho

Deixadas as críticas ao continente de parte, foi hora de fazer grandes elogios ao trabalho do presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos, Arlindo Gomes. Segundo Jardim, com mais esta inauguração no concelho o autarca «marca uma obra notável à frente deste concelho. Nem ele, nem eu pretendemos ter a unanimidade da concordância de todos, até porque a diversidade de opiniões é uma riqueza da democracia, mas a obra que este homem tem feita, sem dúvida, que merece o reconhecimento do povo de Câmara de Lobos», disse.

A comprovar que aquele concelho não é conhecido só pela poncha, o líder madeirense recordou que aquele município «nada tem a ver com aquele passado». Aliás, o concelho é o «desmentido claro» para os que em tempos fizeram campanhas «contra este abençoado povo». «Vocês todos sabem quem, ao longo dos tempos, vos quis explorar e está aí outra vez a querer fazer o mesmo».
«Eles queriam um povo atrasado para levar por diante os seus intentos políticos», frisou Jardim. Por isso, assegura que a inauguração da biblioteca é uma grande resposta a essa «gente: está aqui uma catedral do saber».

Recordando o concelho há 30 anos, altura em que assumiu as funções de líder do executivo madeirense, Jardim disse que nessa altura que «havia aquela miséria do Ilhéu. Hoje, há estes bairros tão lindos desta cidade, hoje aquela mancha social é uma mancha verde que orgulha o património da Madeira».

Relativamente ao novo espaço cultural que nasceu à beira-mar de Câmara de Lobos, Jardim sublinhou que a nova biblioteca poderá ser procurada pelos mais novos, que ali podem buscar conhecimento, mas também estará aberta aos mais velhos com a informática e outras actividades para, «dia a dia ir crescendo o vosso conhecimento. É um povo notável, este povo».

Contudo, deixou claro que não basta ir até à biblioteca «beber ideias», porque o que é mesmo importante é a formação de cada indivíduo. «O espírito tem de ser educado e preparado para poder assimilar os conhecimentos que aqui se vão ganhar para que sejam orientados no sentido certo dos direitos da pessoa humana, no respeito pelo próximo e na vontade do desenvolvimento». Aqui, há o desafio ao povo, mas também à família, à igreja, à instituição militar, às escolas para que saibam enquadrar estes conhecimentos para que «a nossa terra seja cada vez mais promissora».

Após os discursos, o presidente do Governo Regional visitou o edifício e elogiou o projecto de arquitectura. No final, conheceu o espaço Gutenberg com a exposição “O Universo da Imprensa e da Comunicação”, que vai receber várias mostras.

A Obra

A nova Biblioteca Municipal de Câmara de Lobos, foi construída pela câmara municipal, ao abrigo do programa da rede nacional de bibliotecas públicas, através de um protocolo que englobou o município, a Direcção Regional dos Assuntos Culturais e do IPLB, visa ser um local de conhecimento e de informação e integra secções diferenciadas para adultos e crianças e também espaços polivalentes para actividades de animação, colóquios e exposições. No que respeita às colecções, para além de livros, jornais e revistas, reunirá documentos áudio, vídeo e multimédia. O edifício, distribuí-se por 3 pisos, sendo que no piso zero, para as bibliotecas, no piso menos um, estão as áreas técnicas do edifício e no piso um, estão os gabinetes administrativos e cafetaria. Trata-se de um investimento público que ascendeu a 4.230.060,22 Euros.


 
Fonte: Jornal da Madeira Edição On-Line de 29-04-2009
 
     
 
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