Alberto João Jardim fez questão de salientar que esta medida não se poderá, contudo, aplicar a casos em que signifique perdas ou agravamento do deficit das empresas, mas àquelas que possam ver reduzidos os seus lucros.
Neste sentido, advertiu: “Eu pedia aos empresários que não dispensassem pessoal, só quando mesmo não há outra hipótese de sobrevivência da empresa porque, para sairmos deste ciclo e entrarmos noutro, se dispensarmos pessoal, vai significar redução da capacidade da compra, do volume da compra”.
Jardim reiterou que “se se reduzir o montante global do poder de compra, nunca mais se entra noutro ciclo porque os subsídios de desemprego não geram alteração de ciclo, nem aumentam o poder de compra”.
Recordou o papel dos empresários que, depois do 25 de Abril, tiveram, sempre, fortes preocupações sociais, o que explica a estabilidade política, social e o desenvolvimento que a Madeira teve nos últimos anos.
O chefe do executivo madeirense garantiu que “o Governo Regional tem estado atento à actual conjuntura” e que nos próximos tempos irá dar conta dos resultados das mais de 12 medidas que foram tomadas, no mercado madeirense, para fazer face à situação.
Jardim confiante na capacidade empresarial
Alberto João Jardim está convicto de que “é nas dificuldades que estão as grandes oportunidades” e que “as muitas pessoas, principalmente, aquelas que são dotadas de forma empresarial e o madeirense, que dentro e fora da Madeira teve sempre um forte instinto para as actividades empresariais, porque gosta de trabalhar e não de estar à espera do guarda-chuva do Estado”, que “vão encontrar oportunidades para aceitarem novos desafios”.
Durante este mês, Jardim vai fazer inaugurações todos os dias, quer no sector privado, quer no sector público porque, segundo disse, “não se pode parar, a RAM está a funcionar com as dificuldades que são conhecidas, mais impostas por Lisboa do que as que aqui se criam”, afastando, deste modo, “pessimismos”.
Lubrimade é exemplo de empreendedorismo
Tomando como exemplo o trabalho desenvolvido pela Lubrimade, enalteceu o empreendedorismo de Artur Pereira, “um empresário notável, um homem sempre cheio de iniciativas, a quem a Região muito deve pelos postos de trabalho que aqui tem criado” cuja obra espera que seja continuada pelo filho.
As novas instalações vêm dotar a empresa de melhor logística para servir a RAM, disse, ao destacar o “excelente relacionamento que a Região tem mantido com a BP”.
Sem querer enunciar a palavra crise, salientou que “a BP e a Lubrimade dão um incentivo forte a continuarmos a trabalhar nas dificuldades actuais”.
Desde que surgiu em 1985 na Madeira, a Lubrimade trabalha na distribuição de produtos petrolíferos, nomeadamente, o GPL ou gás doméstico, os combustíveis brancos (gasolina, gasóleo) e os lubrificantes da marca BP. Tem mais de três mil clientes, diariamente.
Novos investimentos criam 30 postos de trabalho
Artur Pereira, responsável pela Lubrimade salientou que “a empresa tem pensado, sempre, em ir mais além”. Neste sentido, em parceria com a BP Portugal e parceiros locais vai iniciar, este ano ou no princípio do próximo ano, investimentos na ordem dos quatro milhões e meio de euros, criando mais 30 postos de trabalho directos.
Cristóvão Coimbra, administrador da BP nacional salientou o “orgulho” e “satisfação” que é “trabalhar com a Lubrimade que opera com rigor e profissionalismo”.
Destacou a importância das novas instalações que “vão garantir o excelente trabalho que tem vindo a desenvolver” tendo reiterado que a empresa se encontra “preparada para encarar os desafios que se esperam, para este ano, que não irá ser fácil para ninguém”.
Segundo adiantou, no próximo ano serão abertos mais quatro postos de abastecimento.
A Obra
A nova sede da Empresa Lubrimade - Comércio de Combustíveis, Lda. situa-se no Caminho do Passeio, n.º 17, na freguesia de São Martinho, no Funchal, num terreno com uma área total de três mil metros quadrados. A área de construção é de 250 metros quadrados e a área de parqueamento é de 1.500 metros quadrados. Neste local fica concentrada toda a actividade operacional e logística da empresa, que trabalha com os produtos líquidos (gasolina e gasóleo), lubrificantes BP e Castrol e gás butano e propano. O edifício concentra as áreas administrativas e sociais e armazéns. No exterior, estão o parque a céu aberto para o gás, o estacionamento da frota da empresa e de clientes. Trata-se de um investimento da Lubrimade, uma empresa de capitais madeirenses, que representa na RAM, a BP Portugal e que ascendeu a 650 mil euros. |