Depois, lembrou aos presentes, que surgiu a disponibilidade dos Barreiros, «por acordo e bom senso de todas as partes», só que, «“os amigos da onça” tentaram destruir tudo. O inimigo dos madeirenses são os próprios madeirenses, gente da Madeira que é contra tudo e que ameaçou com providências cautelares «devido às leis idiotas deste País».
Manobras para abater
Só que, de acordo com Jardim, «apercebemo-nos que havia manobras para abater — alimentadas por alguma Imprensa, que agora vem dizer que estamos atrasados no projecto — e ainda outros que tinham obrigação de agradecer pelo que já têm e não deviam cuspir no prato do outro...».
Em termos de novidade, o governante frisou que «tudo demorou, mas dentro de alguns dias teremos o contrato-programa para assinar, dentro de duas questões: primeiro, vamos fazer o estádio e segundo, vamos fazê-lo dentro das possibilidades financeiras existentes».
Para que tudo seja uma realidade, Jardim destacou que «tem havido entendimento [com o Marítimo] no tocante aos retoques do projecto incial», salientando que «o Marítimo não saíra prejudicado. É importante que a obra seja feita e dentro do prazo previsto» — 2010, coincidindo com o centenário da colectividade.
A nível pessoal, o governante lembrou que «o meu coração pulsa, desde pequeno, pelo Marítimo e há afectos na vida que não se perdem, assim como há amores que vão para a morte connosco», reagindo assim contra os críticos.
Rigor financeiro do Marítimo
O líder do Executivo falou, ainda, da política desportiva ao longo de toda a sua governação e justificou os apoios concedidos ao Desporto. Dirigindo-se à colectividade aniversariante, Jardim enalteceu o «rigor financeiro de Carlos Pereira, que habilita o Marítimo a suportar o actual momento de crise». E não deixou de dar uma palavra «às excelentes infra-estruturas» do clube, em Santo António, fruto do referido «rigor na liderença do seu presidente».
«São instalações modelares», disse, adiantando que o Governo Regional «tem-se dado bem com a parceria com o Marítimo, mercê de uma gestão rigorosa de Carlos Pereira.
A finalizar, fez questão de dizer que «não vinha aqui prometer facilidades», até porque a actual situação não favorece esse cenário...
Carlos Pereira: «Marítimo está mais preparado para o futuro»
«O Marítimo está mais forte que há 10 anos. Falta-nos concretizar a obra de renovação dos Barreiros e queremos ser parte da solução e não parte dos problemas». Foi esta a tónica do discurso de Carlos Pereira, que mostrou-se convencido de que a obra estará concluída em 2010, aquando dos 100 anos. «É previsível que se comemore essa data em dificuldades, mas os sócios que não se assustem, porque a vida do Marítimo sempre foi difícil», disse o líder dos “verde-rubros”. A seu ver, o Marítimo «hoje está mais preparado para o futuro, com rigor, planeamento, verdade e transparência», até porque o clube «compreende as dificuldades financeiras, mas não pode deixar de louvar uma situação que nos penaliza: somos a primeira colectividade com participação europeia, sem apoios». Dificuldades estas quando se sabe que o «valor do contrato-programa para o futebol é inferior àquele que devolvemos com o pagamento de impostos», lembrou. Sobre o estádio, Carlos Pereira está convicto que o mesmo «proporcionará mais formação para a juventude, gerará mais riqueza e garantirá mais condições de adesão aos espectadores». Disse mesmo que «sem fazer futurologia, garanto que o nosso estádio nunca será um local esplendorosamente vazio. Ofereço a garantia de que a média de assistências na Liga, onde somos apenas ultrapassados por quatro clubes nacionais, e a garantia da popularidade do Marítimo, que é o mais interclassista dos clubes madeirenses». Depois de se comprometer a «aposta nos jovens», o dirigente revelou uma ligação mais próxima com as «comunidades da diáspora madeirense». Disse ainda que «o Marítimo merece crédito e, por essa razão, não reclama um tratamento igual. Somos diferentes e julgamos merecer um tratamento à nossa medida, sem pretender com isso favores ou benesses», terminou.
Distinções e... camisola
Mais de cem sócios com 25 anos de filiação e outros 14 com “bodas de ouro” (50 anos) foram distinguidos ontem à noite no jantar-aniversário do Marítimo. Um momento sempre esperado pelos maritimistas de “alma e coração”, com a noite a reservar outra ocasião solene: a entrega da camisa do atleta Alberto Paulo, ao presidente da colectividade “verde-rubra”. O jovem competiu nos últimos Jogos Olímpicos de Pequim2008 (na prova dos 3.000 metros obstáculos) e fez questão de presentear o clube com a camisola que utilizou na prova asiática, no Verão passado.
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